Desde 2017, o monitoramento já identificou mais de mil cágados de duas espécies às margens do rio Iguaçu, com crescimento no número de filhotes registrado nos últimos anos.
Quem navega pelas margens do rio Iguaçu, na altura da Usina Hidrelétrica Baixo Iguaçu, tem cada vez mais chances de flagrar um cágado tomando sol sobre as pedras. É o que mostra a sexta fase do Programa de Monitoramento de Quelônios da usina, concluída recentemente e com resultados animadores para a conservação da fauna regional.
O estudo começou em 2017, antes mesmo do enchimento do reservatório, e acompanha desde então o comportamento de duas espécies nativas: o cágado-rajado (Phrynops williamsi) e o cágado-de-barbicha (Phrynops geoffroanus). Ao longo das campanhas, os pesquisadores já contabilizaram 1.017 indivíduos de cágado-rajado e 63 registros de cágado-de-barbicha.
Um dos levantamentos mais expressivos é o aumento gradual da presença dos animais na Área de Influência Direta (AID) do empreendimento, região que historicamente registrava menor abundância de indivíduos. Nos ciclos mais recentes, porém, os cágados passaram a ocupar novos trechos ao longo do rio — um indício de que estão se adaptando bem às condições locais. Esse deslocamento sugere expansão gradual das áreas utilizadas pela espécie, com exploração de novos trechos ao longo do rio e adaptação às condições ambientais disponíveis.
Também chamou a atenção o crescimento no número de indivíduos juvenis, sinal de que as populações estão se reproduzindo com sucesso — um dos melhores indicadores de qualidade ambiental que existem.
Monitorar para preservar
Os resultados obtidos ao longo dos ciclos do Programa de Monitoramento de Quelônios evidenciam a relevância desse monitoramento para entender como a fauna responde às transformações ambientais e para orientar ações de conservação.
“O acompanhamento permite avaliar tendências populacionais e contribuir para a proteção da biodiversidade regional, conciliando desenvolvimento e responsabilidade ambiental”, destaca a empresa.
Em 2025, o balanço é positivo: o reservatório e seu entorno seguem oferecendo condições estáveis e adequadas para as duas espécies estudadas, com populações ativas, equilibradas e em expansão.
A Usina Hidrelétrica Baixo Iguaçu segue comprometida com a geração de energia limpa aliada à conservação ambiental, investindo em pesquisa científica, monitoramento permanente e iniciativas voltadas à sustentabilidade e ao desenvolvimento regional.
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